12 de jun de 2018

Maternidade Real- Ser Mãe de Menina

 Me disseram uma vez, que ser mãe de menina era mais fácil: "menina não dá trabalho", "menina é mais obediente", "menina é menos sapeca". E eu boba, mãe de primeira viagem, acreditei. Queria eu, que essas pessoas que me disseram isso, tivesse passado a madrugada com a Nancy no hospital, com seus 40º C  de febre. Aos olhos das mães que também estavam ali, achavam que ela não tinha nada,pois a Nancy não parava um minuto. Era brincando, dando risada, pulando e correndo.





Isso é uma reclamação? Jamais!

Não quero uma estátua ou uma boneca dentro de casa, quero uma criança! Criança brinca, faz arte, chora, dá risada e rabisca parede. Criança corre do banho. Criança troca a comida por um pacote de bolacha. Eu não me canso de ouvir o som da risada mais gostosa e mais linda que eu já ouvi, elas são música aos meus ouvidos. Quero brincadeiras, brinquedos e canções. Quero competições de quem come mais rápido ou quem chega primeiro na cama. Hoje posso dizer que não há um lar sem ela. Não importa se tenho que chamar sua atenção 10,20,30 vezes ao dia. "Nancy, não sobe ai", "Nancy não corre", "vem comer", "hoje você não escapa do banho".


Nesses 6 anos de vida da Nancy, amadureci muito. Aprendi muita coisa, aprendi que ser mãe é ter noites em claro, é acordar de madrugada e observar se está respirando e que isso não te faz uma mãe neurótica e sim uma mãe sensata e precavida.

Meu mundo hoje é cor de rosa, cheio de corações, vestidos e fofuras. E se torna cinza e nublado, igual aos filmes  mudo de Charlie Chaplin nas horas em que estou distante dela.


Um dia, irei mostrar a ela esse texto e agradecer: se hoje minha vida não é monótona e tediosa e sem graça e graças a você minha filha, minha vida, minha pequena grande Nancy.


















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